terça-feira, 6 de julho de 2010

Trajetória de Moura Pinho


Em dezembro de 1952, na cidade de Araci, no sertão baiano, distante 100 Km de Feira de Santana, nasceu CARLOS ALBERTO MOURA PINHO, filho de Arlindo Miranda Pinho, um funcionário do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas –DNOCS, e Zuleica Moura Pinho, dona de casa.

Faz o curso primário na cidade onde nasceu, e, em 1966, vem para Feira de Santana residir com suas tias. Por força das circunstâncias é obrigado a retornar à sua terra natal, onde continua os estudos no Ginásio Municipal Oliveira Brito.

Refletindo a opção pela participação política adquirida na curta vivência na cidade grande, envolve-se ativamente nos idos de 1968/69 numa grande mobilização dos estudantes no Ginásio onde estudava, organizando piquetes para garantir uma greve deflagrada em apoio às manifestações que pipocavam no Brasil inteiro e que resultaram na morte do estudante Edson Luiz Lima Souto, elevando a temperatura política às alturas. Como resultado desta participação é penalizado com 08 dias de suspensão e mais uma pena acessória de escrever 1000(mil) vezes uma longa frase de caráter sócio-educativo.

Insurge-se contra a punição e solicita sua transferência para Feira de Santana, onde chega em definitivo para residir, desta vez com seus pais e toda a família, composta de oito irmãs e um irmão.

Trabalha inicialmente como cobrador de ônibus da Trasul, no posto Petromasa, como vendedor de cereais aos sábados e segundas-feiras na grande Feira livre, que neste tempo ainda era na praça João Pedreira, em uma barraca que seu pai resolvera colocar para completar o orçamento da família.

A tropicália era moda. Caetano, Gil, Gal, Betânia, Chico, Festivais. É fundado o SABIÁ, boteco que reunia quase sempre as mesmas pessoas: Pelé, Zé Coió, Naron, Careca, Zé Filho, Vaninha, Gracinha, Lourdinha, Carlinhos Ceguinho, Nadia, Maneca Muniz, Moura, que era a dona, Léo Boca Preta, Toinho da Cachorra, Estrangeiro, Coronel, Marcelo Melo, Galego, Aninha, além de Dr. Brito, que presenteava Moura Pinho, na época Beto, que era o garçon, com generosas gorgetas.

Paralelamente, trabalhava como contra regra dos TROGLODITAS, conjunto que fez história em Feira de Santana, com o Saudoso Marcelo, Beto Pitombo, Naron, Zé Madorna, Antonio Moreira e Wilson “Simonal”.

Neste tempo o Colégio Estadual já funcionava junto ao Gastão Guimarães, e, por ser público, lá estava Moura Pinho fazendo o 1º Ano do Curso Científico. Depois inscreve em metade das disciplinas do supletivo do 2º Grau, sendo aprovado. Inscreve-se em seguida no Vestibular para o curso de Ciências Sociais, e também consegue a aprovação.

Muda-se, então, em 1974, para a Capital. Muda-se, por assim dizer, pois jamais conseguiu ficar mais de uma semana sem retornar à Feira.

Vai residir na Residência Universitária, onde continua envolvido em política, lá fazendo parte do grupo que funda a ULRC-UNIÃO LIVRE DE RESIDENTES E COMENSAIS, juntamente com o ex-vereador JOÃO BATISTA, o vereador MESSIAS GONZAGA, PEDRO BARROSO, LU CACHOEIRA, TINHO FALCÃO e outros tantos. Esta entidade extrapolou os limites da residência e do restaurante universitário e teve papel definitivo no movimento estudantil, vindo a se constituir no embrião de uma nova tendência, denominada ALTERNATIVA, que dirigiu o DCE em certo período, além de haver fomentado o movimento cultural naqueles espaços, com presenças do quilate de José Celso Martinez e Gregório Bezerra, em suas áreas de atuação específicas.

Participa intensamente de todas as lutas políticas do período, como campanha pela redemocratização, Reforma Agrária, Anistia, reconstrução da UNE, etc...

Em 1976, resolve mudar de curso e faz vestibular para o curso de DIREITO, sendo aprovado. Durante o curso trabalha no Laboratório Wellcome como Propagandista. Forma-se em 1981, e retorna de vez à Feira de Santana.

Trabalha então no MOC – MOVIMENTO DE ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA, SINDICATOS DOS TRABALHADORES RURAIS DE FEIRA DE SANTANA, SANTO ESTEVÃO, SANTA BÁRBARA, ANTONIO CARDOSO, ANGUERA, SÃO GONÇALO, SINPRO – SINDICATO DOS PROFESSORES, FETAG, POLO SINDICAL, APAEB e UNIMED.

Como advogado do POLO SINDICAL luta pelo reassentamento e indenização dos trabalhadores atingidos pelo lago de PEDRA DO CAVALO.

Integrante do Grupo SOS foi Presidente do Conselho Deliberativo do FEIRA TENIS CLUBE.

Em 1989 passou a dividir o seu tempo entre Feira de Santana e Araci, onde trabalhou como Procurador Jurídico do Município, sendo, em 1992, eleito Vice-Prefeito.

Ingressou por concurso na UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA, onde é PROFESSOR.

Na mesma UEFS concluiu o Curso de Pós-Graduação em GESTÃO EMPRESARIAL.

Em março de 2007 é convidado a assumir a diretoria da Direc 2, com sede em Feira de Santana, que reúne 25 municípios, sendo a maior das 33 Diretorias Regionais de Educação, cargo que exerceu até agosto de 2009. Atualmente exerce sua profissão como advogado.

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